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PSIQUIATRIA INFANTIL

O que é a Psiquiatria Infantil?

A psiquiatria da infância e adolescência é uma subespecialidade dentro da psiquiatria com características muito particulares, quando o especialista realiza a avaliação da criança ou do adolescente, ele deve sempre considerar a faixa etária e o momento do processo de desenvolvimento que o paciente se encontra. Portanto cabe ao psiquiatra da infância ter o conhecimento sobre os domínios do desenvolvimento (físico, cognitivo, afetivo e psicossocial) esperados para cada faixa etária para que ele seja capaz de identificar quando alterações em diferentes aspectos do desenvolvimento estiverem presentes. Um exemplo disso é a capacidade de entender o medo em diferentes idades.

O desenvolvimento da criança e do adolescente é influenciado por diversos fatores como: biológicos, genéticos, ambientais e psicossociais. Portanto é fundamental que o psiquiatra seja capaz de avaliar o contexto familiar, social e escolar que o paciente está inserido bem como a capacidade de adaptação diante desse contexto, deve-se observar e compreender as reações às pressões vivenciadas pela criança ou adolescente. 

Muito mais do que identificar a presença ou ausência de doença, cabe ao psiquiatra da infância avaliar o bem-estar biopsicossocial, avaliar a saúde mental da criança que corresponde ao bem-estar físico, familiar, social, escolar e a melhor forma de avaliar esses aspectos é escutando a criança e a família sobre os comportamentos apresentados e contextualiza-los.

Doenças e Tratamentos

  • Transtornos do Neurodesenvolvimento: Deficiência Intelectual, Transtornos do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtornos do Movimento;

  • Transtornos de Humor: Depressão e Transtorno Afetivo Bipolar;

  • Transtornos de Ansiedade: Transtornos de Ansiedade de Separação, Transtornos de Ansiedade Social, Transtorno de Ansiedade Generalizada, Transtorno de Pânico, Transtorno de Estresse Pós-Traumático e outros transtornos fóbicos-ansiosos;

  • Sexualidade na adolescência: orientação sexual e identidade de gênero;

  • Transtornos Disruptivos: Transtorno de Oposição Desafiante, Transtorno de Conduta;

  • Transtorno Obsessivo Compulsivo;

  • Esquizofrenia e outros transtornos psicóticos;

  • Transtornos Alimentares (Anorexia Nervosa, Bulimia Nervosa e Transtorno da Compulsão Alimentar);

  • Transtornos relacionado ao uso de substâncias;

A partir da avaliação e da identificação de comportamentos inapropriados ou anormais, ou atrasos na aquisição de habilidades motoras, cognitivas, sensorias e de linguagem o psiquiatra da infância e adolescência é capaz de identificar os quadros psicopatológicos que acometem crianças e adolescentes.

Nos primeiros anos de vida, as crianças podem ser diagnosticadas com Transtornos do Neurodesenvolvimento que são caracterizados pelo início das alterações no período de desenvolvimento, podem se manifestam antes da criança ingressar na escola e podem apresentar sintomas de excesso e/ou de déficits e atrasos em atingir marcos esperados no desenvolvimento. São eles: Deficiência Intelectual, Transtorno da Comunicação, Transtornos do Espectro Autista, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Transtornos Específico de Aprendizagem e os Transtorno Motores.

Mas outros transtornos psiquiátricos também podem acometer crianças em idade pré-escolar, como transtornos externalizantes que cursam com comportamentos desafiadores, opositores, intolerância á frustrações e agressividade e transtornos de ansiedade e transtornos de humor.

A medida que a criança cresce o seu próprio relato passa a ser mais significativo durante a avaliação diagnóstica, pois elas passam a ter maior entendimento das suas reações e do seu corpo, porém as queixas nem sempre são trazidas espontaneamente, como quando um adulto procura um psiquiatra. É papel do psiquiatra da infância criar um vínculo de confiança e de forma natural, durante a brincadeira, obter o máximo de informações com a criança para a elaboração do diagnóstico. Paralelo a isso as alterações comportamentais relatadas pelos pais, bem como alterações que a criança venha a apresentar em outros contextos, como a escola, são fundamentais na fase de elaboração do diagnóstico.

Uma fase de extrema importância é a transição da infância para a adolescência. Segundo a Organização Mundial de Saúde, a adolescência corresponde ao período dos 10 aos 19 anos de idade, sendo considerada uma fase do desenvolvimento humano que compreende mudanças físicas, sociais e psicológicas, marcadas por transformações orgânicas e emocionais, instabilidade emocional, busca de auto identidade e independência individual, sendo considerado um período de vulnerabilidade para desenvolver problemas emocionais e de comportamento.

Embora a psiquiatria da infância e adolescência ainda seja estigmatizada, o número de crianças e adolescentes com transtornos mentais no mundo é preocupante e requer atenção especial dos pais, familiares e educadores. A média global de transtornos mentais nessa população é de 15,8%, na população pré-escolares de 10,2% e em adolescentes 16,5%.

Muitas vezes a identificação por parte dos pais da presença de um transtorno psiquiátrico é difícil, principalmente na população de adolescentes. Por isso mudanças comportamentais e falas recorrentes sobre medos, insatisfações, inseguranças, desejo de morte, baixa autoestima e outras falas que demonstrem um sofrimento psíquico sempre devem ser valorizadas.

O psiquiatra da infância e adolescência deve estar apto a diagnosticar e tratar, transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos psicóticos, transtornos alimentares, questões relacionadas a orientação sexual e identidade de gênero e abuso e dependência de substâncias. Seja na criança pré-escolar, durante a infância ou na adolescência a identificação e intervenção precoce de qualquer que seja o transtorno, cursará com uma melhor evolução que irá repercutir diretamente na qualidade de vida do paciente e de seus familiares.

Atendimento

Avaliação diagnóstica realizada a partir da história clínica com pais e observação do comportamento da criança, somado a avaliação do relatório escolar e contato com demais profissionais que já atendam a criança. Elaboração de plano terapêutico a partir de intervenção farmacológica, quando necessário e encaminhamento para avaliações complementares e para intervenções multidisciplinares de acordo com a necessidade. Orientações para equipe de intervenção multidisciplinar e educadores.

Graduação em Medicina - Faculdades de Medicina de Jundiai, residência médica em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina de Marília e estágio em psiquiatria infantil pela UNICAMP. Mestre em Distúrbio do Desenvolvimento Pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.  Pesquisadora e Psiquiatra Clínica no Laboratório de Transtornos do Espectro do Autismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Psiquiatra colaboradora do Ambulatório de Prematuros da Disciplina de Pediatria Neonatal da UNIFESP. Membro do Ambulatório de Crianças Pequenas da Unicamp. Atua como psiquiatra clínica com atendimentos de crianças, adolescentes e adultos em consultório.

Dra. Fabrícia Signorelli

Médica Psquiatra

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